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A primeira dica é: fique de olho na cor do frasco. Uma rápida olhada já vai fazer uma boa triagem do que você deve ou não usar. Perfumes suaves costuma vir em embalagens brancas, amarelas, rosas claros, azuis da cor do mar e verdes. Os vermelhos profundos, vinhos, roxos, marrons e especialmente pretos já anunciam o que lhe espera: tons profundos, sexies, doces e extremamente fortes. A tendência é que, com o calor, os cheiros ainda se intensifiquem.
Os cítricos e florais são perfeitos para o verão. O que combina mais com um dia claro que cheirinho de bergamota ou jasmim? Claro que, mesmo esses, devem ser suaves para o dia. Lembre-se que é muito provável que você sue e os odores do seu corpo se misturem com os do perfume.
Com as versões summer, você nem precisa trocar de fragrância. Elas mantêm o seu cheirinho habitual, só que muito mais light.
A fixação do perfume é um item valioso, mas como os banhos nessa época são mais frequentes – não tome menos que dois – você não corre o risco ficar muito tempo com uma fragrância e enjoar com o cheiro.
Para saber se está agradando, use bom senso e, claro, faça o teste com uma pessoa amiga. Pergunte sobre seu perfume e recolha os elogios certos para repetir o uso. Se ouvir comentários como:
“a gente sabe quando você chega, porque seu cheiro vem antes”
“docinha essa sua fragrância, não?”
“Você tem um cheirinho inconfundível” ou
“perfume como o seu, eu só uso à noite”
Não tenha dúvidas, isso não é nem de longe um elogio a sua ousadia. Tranque o bendito numa gaveta e só volte a abri-la no inverno.
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Nós não somos mais as mesmas. A tendência do comportamento humano é mesmo a mudança, mas quando a assunto é sexo, para onde caminha o interesse feminino?
Depois da repressão e mais tarde a liberação sexual, a mulher começa a assumir suas preferências motivada apenas pelo que a satisfaz ou não. Parecer santinha não está mais em cogitação. O que define o menu sexual da mulher atual é o que ela de fato gosta na cama.
Com um total de 1121 participantes dos 26 Estados brasileiros mais o Distrito Federal, o Papo Íntimo concluiu a pesquisa Papo Franco sobre sexo. Desses, 977 informaram ser do sexo feminino e 84% estão na faixa de 18 a 45 anos.
Pelas revelações, já dá para adiantar que de forma geral a mulher está bem mais confortável com a sua sexualidade e admite ousadias, mas, alto lá, nem todas.
Quando se tratam dos cinco sentidos, há informações relevantes: homens, invistam em um bom perfume, pelo menos, é o que desperta o desejo de 49% das mulheres. O cheiro natural agrada 41%, que perferem um odor suave, aquele depois de um banho, sem suor. Bebidas alcóolicas provocam o paladar de 37% das mulheres e nada menos que 66% não resiste a um sussurro no ouvido.
Se a preocupação é com o visual, as mulheres garantem que nem um corpo definido é páreo para um olhar cheio de desejo. Ver que o parceiro está muito a fim é o que atrai 58% das mulheres entrevistadas.
Há quem ache que os pontos mais sensíveis da mulher são difíceis de alcançar, mas de acordo com 32% das participantes um beijo na nuca é suficiente para incendiar os lençóis. Já 31% revelam que nada lhes dá mais prazer que o toque nos seios.

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Patricia Esteves Grosman
A vontade primeira de procriar é que move instintivamente o ser humano em busca de sexo. Mas desde que o humano descobriu que poderia brincar com a sensação deste ato, a história deve ter ficado com certeza bem mais divertida. Estava descoberta a sexualidade.
Uma das coisas que ainda incomoda, principalmente à mulher, é a dificuldade de explorar suas regiões mais sensíveis, as zonas erógenas, capazes de predispor ao sexo.
Aliás, saber explorar estas regiões é uma das maiores dificuldades do ser humano. Não se iluda, pois os homens também sofrem quando não descobrem como agradar a uma parceira.
O sexo inclui “o outro”, mesmo quando é feito por meio da masturbação, pois o cérebro precisa fantasiar. É aí que tudo começa. “Todos os humanos chegam ao orgasmo pelo cérebro. O cérebro não é zona erógena, mas é o órgão que permite e que contém a percepção do instinto que leva ao coito e a resultante procriação”, definiu o presidente eleito da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana (SBRASH), ginecologista Paulo Roberto Bastos Canella.
O jogo sexual que envolve sedução, excitação e consumação do ato sexual em si, e precisa ser bem praticado. Para as mulheres as dificuldades de excitação ainda tendem a ser maiores. Reprimidas por séculos, apenas na década de 1960, quando surgiu a pílula anticoncepcional, elas descobriram a liberdade e finalmente o prazer sem culpa.
O médico Paulo Canella explica que cada pessoa é capaz de descobrir o que mais a excita, no corpo, na mente e na vida. “A preferência varia de pessoa para pessoa. Cada mulher descobre o que mais a excita quando se toca”, disse. As experiências pessoais é que formarão as impressões sobre o assunto.
Se o cérebro é quem comanda a brincadeira, qualquer parte do corpo pode ser explorada de maneira erótica. Tudo depende das fantasias e dos fetiches. Não é diferente no homem.

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